Efeméride: Dia do Café

É das bebidas mais consumidas no mundo. Nos anos 80, a segunda matéria-prima mais comercializada no planeta, perdendo apenas para o petróleo. Hoje em dia faz parte da rotina de milhões de pessoas por todo o globo. O café merece por isso um dia especial. E este dia é o 14 de Abril.

História

O uso do café teve origem em Kaffa, na Abissínia, actual Etiópia, quando um pastor chamado Kaldi observou que as suas cabras ficavam mais espertas e saltitantes ao comer as folhas e os frutos do cafeeiro.

Kaldi experimentou os frutos e se sentiu mais alegre e com maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o facto, começou a utilizar a infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava. Reza a história que o homem levou o grão para o mosteiro mais próximo e os monges consideraram a planta “coisa do demónio”.

Daí Kaldi decidiu pôr fogo no arbusto. E o que era para acabar ganhou ainda mais fama. O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava a causar aquele maravilhoso perfume. Os grãos de café foram então retirados das cinzas.

Acto contínuo, os monges mudaram de ideia e sugeriram que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de bebida daria. Descobriram que a bebida os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação.

A notícia do grão "milagroso" foi passando de mosteiro a mosteiro e assim o café ficou conhecido no mundo.

Fama mundial

O café foi torrado pela primeira vez na Pérsia. Hoje o Brasil é o maior produtor mundial do café, seguido do Vietname e da Colômbia. O grão que faz parte do quotidiano de muitas pessoas é tão importante que ganhou um dia a si dedicado e denominado "Dia Internacional do Café".

Actualmente, o uso do café estendeu-se a todo mundo. É usado em bebidas quentes, frias, doces e salgados. O café é utilizado na gastronomia mundial e é visto por muitos não apenas como uma bebida.

Café do Fogo

A uma semana da primeira edição do Festival do Café do Fogo, celebra-se hoje em vários países o dia do café. Para nós é mais um dia especial e mais uma ocasião para falar um pouco mais de um dos melhores cafés do mundo, o café do Fogo.

Ele cresce aqui na área montanhosa de terras férteis envoltas por diversos microclimas. Mosteiros, é por isso uma região especial para o cultivo do café.

Muito conhecido a nível mundial e reconhecido como um dos melhores do mundo, o café do Fogo é secular. A sua introdução na ilha do Fogo terá ocorrido no século XVIII (1700), aquando da instalação do morgadio de Monte Queimado no concelho dos Mosteiros, pelo seu primeiro proprietário, Pedro Fidalgo de Andrade.

Muito rapidamente o nosso café começou a ganhar fama pelo país, pelo império e pelo mundo. Naquele tempo Cabo Verde era província ultramarina. Assim, dado à sua excelência, o café do Fogo tornou-se no produto de ultramar português de máxima categoria e de grande influência na balança comercial do arquipélago.

Hoje, nas terras férteis, abundante e majestosamente alimentadas pelo vulcão, o café continua a encontrar as melhores condições climatéricas para o seu desenvolvimento e sua frutificação em Cabo Verde.

Acredita-se que o solo aparentemente “inóspito” nas encostas deve beneficiar as plantas do café com matérias orgânicas riquíssimas produzidas pelo vulcão e, em consequência, o surgimento do famoso café que já arrecadou prémios em exposições.

Em 1917 e 1918, o café do Fogo proveniente da conhecida zona de Monte Queimado arrebatou os primeiros prémios numa exposição agrícola realizada na Cidade da Praia, tendo sido igualmente medalha de ouro na exposição colonial realizada no Porto, em 1934.

O café do Fogo cultivado em Monte Queimado participou ainda da grande exposição levada a cabo na Índia Portuguesa, em 1954.

A sua introdução na ilha do Fogo terá ocorrido no século XVIII (1700) quando da instalação do morgadio de Monte Queimado no concelho dos Mosteiros, pelo seu primeiro proprietário, Pedro Fidalgo de Andrade.

A fama do café começou a galgar as terras da província de Cabo Verde, na altura província ultramarina, para depois chegar a Portugal continente.

Na época, o café do Fogo tornou-se no produto de ultramar português de máxima categoria e de grande influência na balança comercial do arquipélago.

É pois na terra fértil dos Mosteiros onde o café continua a encontrar as melhores condições climatéricas para o seu desenvolvimento e sua frutificação em Cabo Verde.

Cultivado nas encostas montanhosas, a uma altitude variável entre os 350 e os 1000 metros, o café constitui uma das maiores riquezas deste concelho, embora os cafeicultores tenham tido, durante algum tempo, dificuldades para a colocação do produto no mercado nacional. Um problema resolvido agora com a criação da empresa Fogo Coffee Spirit, resultante da junção de empresas nacionais e uma holandesa do ramo.

Acredita-se que o solo aparentemente “inóspito” nas encostas, deve beneficiar as plantas do café com matérias orgânicas riquíssimas produzidas pelo vulcão e, em consequência, o surgimento do famoso café que já arrecadou prémios em exposições.

Em 1917 e 1918, o café do Fogo proveniente da conhecida zona de Monte Queimado arrebatou os primeiros prémios numa exposição agrícola realizada na Cidade da Praia, tendo sido igualmente medalha de ouro na exposição colonial realizada no Porto, em 1934.

Afora isso, o café do Fogo cultivado em Monte Queimado participou ainda da grande exposição levada a cabo na Índia Portuguesa, em 1954.

Qualidade testada e reconhecida

Em 2007, várias amostras do café do Fogo foram enviadas para uma empresa norte-americana, a ‘‘Coffe Solution’’, credenciada a nível internacional nessa matéria, que realizou o seu teste de qualidade.

O resultado confirmou a alta qualidade do café do Fogo. Um café biológico como não há igual no mundo.

Não obstante, foram feitas algumas ressalvas, a que os produtores têm dado cada vez mais atenção, principalmente com a proposta de comercialização recentemente apresentada pela Fogo Coffee Spirit. E as recomendações feitas pela “Coffe Solution” têm que ver com o maior controlo no processo de colheita, selecção, secagem, armazenamento e transformação.

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