União Europeia atribui a Cabo Verde cerca de 130 mil contos para o reforço da segurança alimentar

09 Dezembro 2015

Cidade da Praia, 09 Dez (Inforpress) – A União Europeia disponibilizou a Cabo Verde o montante de cerca de 130 mil contos (1,250 milhões de euros) para o reforço da segurança alimentar e da agricultura sustentável na luta contra os efeitos climáticos de 2013-2015.

O embaixador da União Europeia em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira, falava à imprensa na cerimónia de formalização do Apoio para Segurança Alimentar e Resiliência, que aconteceu hoje, na Cidade da Praia, no âmbito do programa Segurança Alimentar e Agricultura Sustentável para a mitigação dos efeitos do mau ano agrícola referente aos anos transactos.

Segundo o responsável, o objectivo é “melhorar a resiliência da populações com insegurança alimentar aguda e crónica”, melhorar a adaptação das alterações climáticas, a luta contra a desertificação, a sensibilização nutricional, e incentivar as práticas agrícolas de pequena escala sustentável e resilientes.

“Com esses fundos a UE propõe capacitar e apoiar o país na formulação e implementação de mecanismos adequados, para aumentar a capacidade de adaptação e resiliência, às situações de seca prolongada registada em 2013-2015”, explicou, nomeadamente a seca provocada e outras manifestações de mudanças climáticas, através do reforço da segurança alimentar e do desenvolvimento rural sustentável.

A mesma fonte justificou que Cabo Verde foi mais uma vez “afectado” nesse período, com uma seca prolongada que teve “impactos negativos” nos grupos mais vulneráveis da sua população.

José Manuel Pinto Teixeira avançou que este apoio visa também “reforçar a competência” das instituições públicas e organizações privadas para responderem às emergências alimentares, através do investimento em “boas práticas e partilha das lições aprendidas” em matéria de resiliência.

Por seu turno, a ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, congratulou-se com a atribuição do montante, o qual, avançou, inclui um apoio à segurança alimentar, nutricional e orçamental.

Garantiu que o fundo será utilizado em prol do desenvolvimento da agricultura, da segurança alimentar e para dar continuidade às acções contempladas no plano de mitigação de 2014.

Devido ao mau ano agrícola que se fez sentir no país, disse que o seu ministério concebeu e implementou um plano de mitigação com propostas de acções em dois níveis.

“Por um lado temos as acções prioritárias e imediatas que visa atender a situação de crise, nomeadamente, iniciativas apresentadas para o salvamento do gado e reposição dos meios de resistência das famílias, e por outro lado acções mais estruturantes como as de promoção de actividades geradoras de rendimento, mico realizações, equipamentos de furos, infra-estruturas de conservação da água”, disse.

Revelou, por outro lado, que a produção de milho, feijões e pasto no país registou uma diminuição da ordem dos 88% em relação ao ano precedente.

Os fundos serão transferidos para o Tesouro e utilizados para implementar projectos no quadro dos objectivos gerais das zonas “mais afectadas pela insegurança alimentar e efeitos climáticos” através do Ministério do Desenvolvimento Rural.

CM/AA

Inforpress/Fim

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