TERTÚLIA COM TCHALÊ FIGUEIRA ENCERRA SEMANA DA CULTURA

CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CATARINA DE SANTIAGO

GABINETE DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM

 

 

 

Prezado/a Jornalista

A Semana da Cultura encerra esta quarta-feira, 13, com uma Tertúlia em que o convidado é Tchalê Figueira. Artista Plástico, Escritor e Músico, Tchalê é bem conhecido em Assomada, onde, no passado ano, deixou a sua arte plasmada num mural na Praça Central. O evento acontece pelas 16h00, no Centro Cultural Norberto Tavares.

A Tertúlia parte do seu livro «Uma pequena odisseia Mindelense» - uma homenagem ao poeta João Vário -, tendo por base uma entrevista ao artista sob a responsabilidade do ex-jornalista e ativista social e cultural António Alte Pinho, e a leitura de fragmentos da obra pela artista gráfica, diseur e ativista cultural Inês Ramos – seus amigos e companheiros nesta e noutras jornadas…

Conversas sobre Literatura e Arte que irão ser gravadas pela Rádio Morabeza e emitidas na sua grelha nacional.

Retrato de um inconformista

Polémico, politicamente incorreto e caminhante à margem da “ordem natural das coisas”, Tchalê Figueira é, para além de um operário dos seus ofícios, um crítico irreverente, inconformado e inconformista da sociedade que o cerca, distribuindo com igual parcimónia feroz crítica sobre os intervenientes políticos, usando as redes sociais para se afirmar com ativista de várias causas e respondendo apenas pela singularidade representativa da sua própria pessoa. Anarquista de afetos e aprendiz de feiticeiro, pese “rudeza militante” das palavras, alberga no peito um coração do tamanho do mundo e uma vontade indomável de desconstruir a hipocrisia dos “discursos oficiais”.

O criador

Nasceu no Mindelo, Cabo Verde, em 1953, filho de um comerciante e de uma dona de casa, e viveu em Basel, na Suíça, a partir de 1974, tendo concluído, em 1979, o Curso de Belas Artes na Basel School of Fine Arts.

Em 1985 passou a residir e trabalhar no Mindelo, mas nos últimos anos firmou residência e Ateliê na Cidade da Praia, onde abriu a Galeria Pautcha Arts.

Em 2008 foi premiado pela Prix Fondation Blanchère na Bienal de Dakar (Senegal). E, para além do seu trabalho nas artes visuais, com obra pictórica difundida por vários países, é músico e poeta, mas também ficcionista e cronista.

«Todos os náufragos do Mundo» (1992), «Onde os sentimentos se encontram» (1998) e o «O azul e a luz» (2002) inauguram a sua produção literária, a que se seguem «Solitário» (2005) «Patolomeu e a sua viagem de circumnavegação», «Contos de Basileia» (2010), «A Índia que procuramos» (2013), «A viagem» (2014), «Moro nesta ilha há mais de 50 anos e outros contos», «Uma pequena odisseia mindelense», «Solicitude blues» (os três últimos em 2016) e, por último, em Março deste ano de 2018, «Contos, 7 Curtos», levado à estampa pela Livraria Pedro Cardoso.

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Com as melhores saudações,

António Alte Pinho
Coordenador do Gabinete de Comunicação e Imagem
Câmara Municipal de Santa Catarina


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