Políticas e programas nacionais devem focar-se mais no potencial das florestas em reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento rural

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou ontem que os países devem apostar em políticas destinadas a manter e a potenciar as contribuições vitais das florestas para os meios de subsistência, a alimentação, a saúde e a energia.

A publicação principal da FAO O Estado das Florestas do Mundo (SOFO), apresentada hoje na abertura da 22ª Sessão do Comité da FAO para as Florestas (COFO), indica que uma parte significativa da população mundial depende, muitas vezes em grande medida, dos produtos florestais para satisfazer as suas necessidades básicas de energia, habitação e alguns aspetos de cuidados de saúde primários.

O relatório conclui que, em muitos casos, estes benefícios socioeconómicos não são abordados de forma adequada pelas políticas florestais e outras pertinentes, apesar do seu enorme potencial em contribuir para a redução da pobreza, para o desenvolvimento rural e para criar economias mais verdes.

O papel das florestas para segurança alimentar também é frequentemente esquecido, mas é essencial.

"Esta edição do SOFO 2014 incide sobre os benefícios socioeconómicos provenientes das florestas. É impressionante ver como as florestas contribuem para as necessidades básicas e os meios de vida rurais. As florestas também sequestram carbono e preservam a biodiversidade", afirmou o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva. "Deixem-me dizer isto claramente: não podemos garantir a segurança alimentar ou o desenvolvimento sustentável sem a preservação e a utilização responsável dos recursos florestais", acrescentou.

A FAO vai abordar várias questões nutricionais importantes na Conferência Internacional sobre Nutrição (ICN2), uma reunião intergovernamental global conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da FAO, que terá lugar em Roma de 19 a 21 de Novembro de 2014.

O Príncipe Laurent da Bélgica foi nomeado Embaixador Especial da FAO para as Florestas e o Meio Ambiente, anunciou ontem a FAO no COFO.

A nomeação é um reconhecimento dos esforços de longa data do Príncipe Laurent para promover o desenvolvimento global e da sua paixão pelo meio ambiente, tecnologias sustentáveis, e saúde e bem-estar animal. Como Embaixador Especial da FAO, o Príncipe Laurent vai ajudar a FAO a sensibilizar e a fomentar o diálogo sobre as políticas de questões relacionadas com a gestão sustentável das florestas e outros recursos naturais.

Também na abertura do COFO, a FAO e a AgriCord assinaram um acordo de colaboração de quatro anos no âmbito da Forest and Farm Facility(FFF), uma parceria entre a FAO, o Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que visa fortaleceras organizações de produtores florestais e agrícolas.

A AgriCord é uma rede global de agências de desenvolvimento agrícola liderada por organizações de agricultores profissionais e empresas geridas por agricultores. Com o apoio dos governos dos Países Baixos e da Finlândia, a AgriCord contribuirá com 1 milhão de euros para o fundo de multi-doadores da FFF, que visa apoiar as organizações de produtores agrícolas e florestais nos países em desenvolvimento.

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