“O DIABO FOI MEU PADEIRO”: ROMANCE DE MÁRIO LÚCIO APRESENTADO EM ASSOMADA

CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CATARINA DE SANTIAGO

GABINETE DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM

 

 

Prezado/a Jornalista

Após um primeiro lançamento em Portugal, Cabo Verde regista esta semana o lançamento do último romance de Mário Lúcio Sousa na Praia, em Assomada e no Tarrafal. “O Diabo foi meu Padeiro” é apresentado na próxima sexta-feira, 06, em Assomada. Pelas 16h00, o Centro Cultural Norberto Tavares acolhe a presença do autor e de António Alte Pinho, que Mário Lúcio convidou para apresentar o livro.

Cantor, compositor, artista plástico e escritor, Mário Lúcio Sousa foi Ministro da Cultura na anterior legislatura e é considerado um dos grandes intelectuais caboverdianos da atualidade.

Entre a escrita literária e a investigação histórica, Mário Lúcio ajuda-nos a perceber a história trágica do Campo de Concentração do Tarrafal, por onde passaram várias gerações de resistentes antifascistas portugueses e de nacionalistas africanos, nomeadamente caboverdianos.

Editada pela D. Quixote, grupo Leya, a obra assinala os 45 anos do encerramento do Campo de Concentração do Tarrafal – hoje, Museu da Resistência -, numa viagem pela voz de vários prisioneiros de nome Pedro, provenientes de Portugal, Guiné, Angola e Cabo Verde.

Trata-se de uma homenagem àqueles que ao longo dos tempos, de várias gerações e latitudes, tiveram a coragem de resistir e de lutar contra o colonial-fascismo, levantando a bandeira da liberdade dos povos.

Campo da morte lenta

A Colónia Penal do Tarrafal, situada ironicamente no lugar de Chão Bom, concelho do Tarrafal, foi criada pelo regime colonial-fascista ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936.

Em 18 de outubro de 1936 partiram de Lisboa os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes na revolta de 18 de janeiro de 1934, na Marinha Grande, e alguns dos marinheiros que tinham participado na revolta ocorrida a bordo de navios de guerra no Tejo, em 8 de setembro daquele ano.

Conhecido também como “campo da morte lenta”, acabou por ser extinto em 1956, porém reativado em 1961 – através de uma portaria assinada pelo então ministro do Ultramar, Adriano Moreira -, começando a receber nacionalistas africanos que, nas então colónias portuguesas, lutavam pela independência nacional.

 

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Com as melhores saudações,

António Alte Pinho

(+238) 921 35 17 | (+238) 938 45 59

 

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