NO DIA MUNDIAL, O TEATRO SAI À RUA

CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CATARINA DE SANTIAGO

GABINETE DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM

 

 

Prezado/a Jornalista

No Dia Mundial do Teatro, que se assinala esta quarta-feira, 27 de março, a Companhia Teatral Viagens pela História vai sair à rua com “Sakoren”. É às 17h00, na Praça Central.

Duas horas depois (19h00) sobe ao palco do Cineclube o Grupo de Teatro Kontra Barera, com “Males Sociais”. E, às 19h30, é a vez da OTACA apresentar “Serenata d’um Badio”.

Uma data com história

O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), data da inauguração do Teatro das Nações, em Paris.

O marco principal do surgimento do teatro foi a reunião de um grupo de pessoas em uma pedreira, que se reuniram nas proximidades de uma fogueira para se aquecer do frio.

A fogueira fazia refletir a imagem das pessoas na parede, o que levou um rapaz a se levantar e fazer gestos engraçados que se refletiam em sombras. Um texto improvisado acompanhava as imagens, trazendo a ideia de personagens fracos, fortes, oprimidos, opressores e até de Deus e do diabo, segundo conta Margarida Saraiva, da Escola Superior de Teatro e Cinema, de Portugal.

A representação existe desde os tempos primitivos, quando os homens imitavam os animais para contar aos outros como eles eram e o que faziam, se eram bravos, se atacavam. Ou seja, era a necessidade de comunicação entre os homens.

As homenagens aos deuses também favoreceram o aparecimento do teatro. Na época das colheitas da uva, as pessoas faziam encenações em agradecimento ao deus Dionísio (deus do vinho), pela boa safra de uvas colhidas, assim, sacrificavam um bode, trazendo para a comemoração os primeiros indícios da tragédia.

Os povos da Grécia antiga transformaram essas encenações em arte, criando os primeiros espaços próprios, para que fossem divulgadas suas ideias, as mitologias, agradecimentos aos vários deuses, dentre outros assuntos.

O género trágico foi o primeiro a aparecer, retratava o sofrimento do homem, sua luta contra a fatalidade, as causas da nobreza, numa linguagem bem rica e diversificada. Os maiores escritores da tragédia foram Sófocles e Eurípedes.

 

Nessa época, somente os homens podiam representar. Assim, diante da necessidade de simular os papéis femininos, as primeiras máscaras foram criadas e mais tarde transformadas nas faces que representam a tragédia e a comédia; máscaras que simbolizam o teatro.

O gênero cómico surgiu para satirizar os excessos, as falsidades, as mesquinharias. Um dos principais autores de comédia foi Aristófanes, que escreveu mais de quarenta peças teatrais.

Nas primeiras representações, a comédia não foi bem vista, pois os homens da época valorizavam muito mais a tragédia, considerando-a mais rica e bonita. Somente com o surgimento da democracia, no século V a.C, a comédia passou a ser mais aceite, como forma de ridicularizar os principais factos políticos da época.

(texto: Jussara de Barros)

 

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Com as melhores saudações,

António Alte Pinho
Coordenador do Gabinete de Comunicação e Imagem
Câmara Municipal de Santa Catarina


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