Género

Distribuição da população por sexo e grupos etários

De acordo com os resultados preliminares do Censo 2010, da responsabilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE), a população do Município de Santa Catarina é de cerca de 43.297 habitantes; destes, 46.8 por cento (%) são homens e 53.2% são mulheres, sendo que das mulheres cerca de 11,475% se encontram no período fértil dos 15 a 49 anos de idade. O número da população com mais de 65 anos de idade é de 3.133 pessoas e, dentre estas, 1.211 são do sexo masculino e 1.922 do sexo feminino.

Os referidos dados mostram que cerca de 69,6 % da população santacatarinense tem menos de 15 anos, sendo que 36,6 % são do sexo masculino e 33% do feminino. Na faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade, 26,7% são do sexo masculino e 23,9% do feminino. Na faixa etária dos 25 aos 34 anos de idade, 15,6% são do sexo masculino e 12,4% do feminino. Na faixa etária dos 35 aos 64 anos de idade, 15,8% são do sexo masculino e 22,3% do feminino. 6% dos homens tem mais de 65 anos de idade, enquanto 8% das mulheres tem mais de 65 anos.

 

Estado civil

 

Quanto ao estado civil, segundo os dados preliminares do Censo em referência, 55,9% dos homens são solteiros, 14,8% são casados, 20,7% vivem em união de facto, 7,6% estão separados, 0,2% são divorciados e 0,8% são viúvos. Quanto às mulheres, 42,1% são solteiras, 14,9% são casadas, 23,0% vivem em união de facto, 15,3% estão separadas, 0,2% divorciadas e 5,2 viúvas.

 

Taxa de emigração e imigração por sexo

 

Nos últimos 5 anos anteriores a 2010, registaram-se em Santa Catarina 1.895 emigrações, de entre as quais 918 de homens e 976 de mulheres. E registaram-se cerca de 799 imigrações, de entre as quais 604 do sexo masculino e 195 do feminino. No que se refere ao saldo migratório, dos 1.096 que efetuaram remessas de dinheiro, 314 são homens e 781 mulheres.

Violência Baseada no Género (VBG)

 

De acordo com os dados do Gabinete de Apoio à Vítima (GAV), sedeado na esquadra da Polícia Nacional de Santa Catarina, foram denunciados durante o ano de 2010, até ao final do terceiro trimestre, 409 casos de Violência Baseada no Género (VBG). Quase exclusivamente as denúncias são feitas por vítimas do sexo feminino.

Segundo a Rede Sol (Rede de Atendimento às Vítimas de Violência Baseada no Género), o concelho de Santa Catarina apresenta os números mais elevados de VBG, imediatamente seguido pelo concelho da Praia.

Os dados relativamente a situação de homens e mulheres no Município de Santa Catarina, dá-nos a conhecer a realidade numa prespetiva de género, e a partir daí identificar os fatores que estão na origem dessas desigualdades, bem como traçar planos de actuação, rumo ao empoderamento das mulheres e à igualdade de género no Concelho.

Apesar de alguns avanços no que diz respeito á luta pela igualdade de género e empoderamento das mulheres os dados (Censo 2010, INE) mostram que falta muito ainda para se fazer, o concelho de Santa Catarina é o município do país com maior desequilíbrio de género em termos populacionais e o município com maior número de vítimas de VBG.

Em termos Demográficos, existe um claro desequilíbrio de género em desfavor dos homens, o que representa uma diferença de quase 10 pontos percentuais, mas a proporção de crianças, adolescentes e jovens na idade dos 0 aos 34 anos do sexo masculino é maior do que do sexo feminino. Isto, porque o nascimento de mulheres é superior ao dos homens e o número de mortalidade tanto infantil, como na idade adulta, nos homens é superior ao das mulheres, o que justifica uma maior percentagem do número das mulheres em relação aos homens a partir dos 34 anos de idade.

No que respeita à distribuição da população por áreas económicas, notam-se grandes desequilíbrios entre homens e mulheres. Na área do comércio informal e retalhista é praticamente exercida por mulheres, e na da construção civil é realizada quase exclusivamente por homens. Relativamente à agricultura, apesar de não haver uma disparidade tão vincada, também se nota que são as mulheres as que mais se dedicam a esta atividade.

O desemprego e a pobreza ainda têm cara feminina, as mulheres continuam a desempenhar os trabalhos ligadas a setores informais, e a um rendimento monetário inferior ao dos homens.

No que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis, o concelho de Santa Catarina regista mais mulheres diagnosticadas com VIH do que homens, fundamentalmente por razão dos comportamentos sexuais promíscuos destes últimos. Mas também por elas frequentarem mais as estruturas de saúde, permitindo uma mais eficaz deteção da doença.

Uma das causas do insucesso escolar feminino tem a ver com a gravidez precoce nas mulheres, os dados mostram que 50% destas tem a sua gravidez antes dos vinte anos de idade, uma idade em que se encontram no período escolar (ensino secundário) o que lhes dificulta o aproveitamento, originando ainda um número elevado de iliteracia. Quanto ao pré-escolar, existem mais raparigas do que rapazes, já nos ensinos Básico e Secundário, existe um desequilíbrio menor entre os rapazes e raparigas. No Ensino Superior o número de rapazes ocupava uma ligeira posição de liderança, segundo os dados de 2010, uma situação que, ao que supomos, se terá alterado nos últimos anos. Já no Ensino Profissional (e ainda segundo os mesmos dados), as raparigas ocupavam uma posição dianteira.

Muitas das mães são solteiras ou separadas, fator este que as obriga a ocupar a dianteira na chefia dos agregados familiares, uma posição que é exercida pelos homens apenas em situações de matrimónio ou de união de facto. As mulheres são normalmente consideradas chefes de família quando são solteiras, separadas ou viúvas, e a maioria das mulheres revelam ser separadas.

No que se refere à emigração e imigração, as mulheres são em maior número que os homens, o que mais tem contribuído para o saldo migratório no concelho.

As atividades comunitárias, à semelhança das outras também são mais desempenhadas maioritariamente pelas mulheres, especialmente no que concerne à arrumação de locais para reunião, limpeza de sede de associações e, ainda, na preparação de festas .

O Concelho de Santa Catarina é, em termos demográficos, económicos e agrários, um dos mais importantes do País.

 

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