Atividade económica 

As principais atividades económicas são a agricultura (em regime de sequeiro), a criação de gado.

Para além dos sectores considerados potenciais, como a área do turismo, energias renováveis e Tecnologias de Informações e Comunicações, o Concelho já conta com diversos tipos de atividades económicas capazes de induzir o crescimento e desenvolvimento do concelho de Santa Catarina, ei-los que são:

- Indústria de transformação de alimentos;

-Empresas do ramo de construção civil;

-Lojas de comércio de retalho e a grosso;

- Restauração, hotelaria, serviços similares e, etc.o, a avicultura, a pesca e o comércio retalhista. (TAVARES, 2009, ANMCV, 2017);

 

Agricultura

A agricultura é uma ferramenta de desenvolvimento de vital importância não só para crescimento económico como também para superar a pobreza e aumentar a segurança alimentar. 

Santa Catarina de Santiago por ser um concelho localizado na zona rural a atividade agrícola apresenta como um dos sectores da economia local que mais emprega as pessoas, portanto, é do campo que vem o sustento da maior parte das famílias que residem no concelho e em outras localidades do Arquipélago como a cidade da Praia a capital do país.

Em matéria de sexo e meio de residência dos agregados familiares que praticam a agricultura os dados do último recenseamento apontam que a mão-de-obra predominante no sector de agrícola são das mulheres e a maioria dos agregados concentram-se nas zonas rurais do concelho.

Ultimamente com o crescimento do sector do turismo a nível nacional tem-se registado um número significativo de comerciantes que tem exportado produtos agrícolas para as ilhas turísticas sal, Boavista e São vicente. Portanto, o sector agrícola do concelho tem contribuído não só para abastecer o mercado local como também de outros municípios e ilhas. O concelho de Santa Catarina pelo fato de deter a maior parte das parcelas de terrenos no território nacional pode potencializar o desenvolvimento do sector agrícola dando assim oportunidade de emprego para a população. Segundo os dados preliminares de Recenseamento Agrícola – 2015, Santa Catarina de Santiago é o concelho do país com maior superfície total de parcelas de terrenos.

A despeito dos vários investimentos no sector agrícola em matéria de formação, equipamentos e infra-estruturas de grande porte como a Barragem de Saquinho e Flamengo ambas localizadas no território do concelho, a agricultura constitui um sector com um grande potencial por explorar. Pois, “ainda predominam práticas e culturas pouco produtivas, rudimentares e por vezes, até obsoletas e inadequadas. Segundo os dados do último recenseamento agrícola persiste ainda a agricultura de sequeiro uma técnica agrícola para cultivar terrenos onde a pluviosidade é diminuta e, o concelho de Santa Catarina lidera o ranking nacional em matéria do número agregados familiares que praticam a agricultura de sequeiro. E, em matéria da prática da agricultura de regadio nota-se que o concelho está bem posicionado quando comparado com os outros municípios, ocupando segundo lugar no ranking nacional, ficando apenas atrás do concelho de Santa Cruz.

Atualmente com o surgimento das novas tecnologias de produção é possível perceber que alguns agricultores têm investido no sector agrícola com o sistema de rega gota-gota usando parcelas de terras cada vez maior para produzir. 

Por outro lado, após a criação das barragens em algumas ilhas do país percebe-se uma certa preocupação do Ministério da Agricultura o órgão governamental que coordena todo o sector agrícola nacional em inculcar na mente dos agricultores a ideia de empresarializar o sector, isto é, organizar a produção agrícola visando melhorar a qualidade dos produtos e fazer com que os mesmos consigam concorrer em pé de igualdade com os produtos importados. Neste sentido, hoje já é possível perceber um número cada vez maior de produtores que vêm desenvolvendo a actividade agrícola numa lógica empresarial e que têm conseguido participar no abastecimento de parte dos empreendimentos turísticos no país. Entre os produtos derivados do sector agrícola comercializados pelos produtores pode-se destacar: a confecção de doces e licores diversos, a produção de aguardente e mel de cana sacarina, manufactura do queijo e manteiga e a salga da carne de porco. 

 

Pecuária 

A atividade pecuária, em todo o país, é uma atividade estreitamente associada à agricultura praticada pelas explorações familiares e, no concelho de Santa Catarina não é diferente, o interessante é o nível de desenvolvimento dessa atividade no concelho que está em um estágio superior aos outros concelhos do país. É através da atividade pecuária que as famílias conseguem se sustentar e, ainda, abastecer o mercado local. Hoje em dia já é possível também ver produtores que investem na atividade pecuária visando produzir em grande escala e abastecer o mercado turístico nacional, especialmente, em matéria de frangos. Segundo os dados Recenseamento Geral Agrícola (RGA) de 2015, o Concelho de Santa Catarina é reconfirmado como sendo o maior do País em termos de produção pecuária. Nessa data, detinha o maior número de Bovinos, Caprinos e Suínos. A suinicultura ocupava o lugar cimeiro, com o maior número de cabeças. Seguindo-lhe os bovinos e caprinos. Santa Catarina é ainda o principal produtor da carne bovina e o maior fornecedor de carne a nível nacional. Neste cenário, é importante referir, ainda, que assomada é o maior mercado de venda de gado da ilha de Santiago e do país.

Problema da actividade pecuária e da agricultura no concelho de Santa Catarina é o mesmo, preende-se com a falta de chuva, pois quando não houver a chuva não só o concelho sentem as consequências como também todo o país. Por outro lado, com a falta da chuva, para além da falta do milho que é um dos principais alimentos nutritivos dos animais, a falta de pastos muitas das vezes colocam os criadores em situações críticos levando os animais a situações de autêntica desnutrição e desvalorização no mercado. Este ano de 2017 reflecte de forma emblemática os impactos da falta de chuva no Arquipélago de Cabo de Verde.

Entre os tipos de criadores existentes do concelho destaca-se os Criadores associados à exploração tradicional e os Criadores associados à exploração melhorada. O primeiro, dedicam-se à criação essencialmente de caprinos/ovinos e suínos em regime extensivo. Utilizam raças locais e tecnologias tradicionais. Já o segundo, dedicam-se à criação de animais de raça local/melhorada, em regime semi-estabulado e estabulado. Estes criadores utilizam melhores tecnologias em termos de manejo, alimentação e cuidados sanitários.

Finalizando este eixo de extrema importância para o desenvolvimento do concelho pode-se afirmar com base nos dados apresentados que os sectores da Agricultura e Pecuária constituem uma das áreas da economia local de maior relevância e, acredita-se que uma aposta continuada nesses sectores através de investimentos estruturantes pode consubstanciar como uma das estratégias fundamentais e assertivas que poderá ser adopta pela autarquia local e, por conseguinte, liderar o mercado nacional com produtos derivados desses dois sectores. 

 

Comercio.

No âmbito dos concelhos do país Santa Catarina encontra-se muito bem posicionado em matéria de comércio, particularmente o comércio a retalho que é mais expressivo em todos os concelhos do país. Os dados indicam que Santa Catarina encontra em terceiro lugar. Praia com 832, São vicente, 785, Sal 25, e Santa Catarina 203. Portanto, 

os números significativos de comércio a nível nacional estão localizados no concelho dando um contributo importante no desenvolvimento económico e social do concelho gerando emprego para as famílias e contribuindo para o crescimento do Produto Interno Bruto local e nacional.

Não é possível falar do sector do comércio em Cabo Verde e especialmente no Concelho de Santa Catarina sem se referir ao comércio informal, por ser um país ainda em fase de desenvolvimento, registando um índice significativo de pobreza, muitas pessoas resolvem se empreender no sector de comércio visando ter acesso ao emprego e renda e, por conseguinte, melhorar as suas condições de vida.

Actualmente, percebe-se um número cada vez maior de cidadão com nível de formação profissional e superior a enveredar para sector do comércio e, muita das vezes começando com pequenas unidades de negócios operando na economia de forma informal. Num estudo versando sobre o comércio informal no concelho de Santa Catarina realizado por Vilma (2015) constatou um número interessante de jovens com formação superior que praticam o comércio informal.

Uma outra constatação importante desse mesmo estudo foi o facto de mais de 50% afirmarem estar interessados e dispostos a formalizar os seus negócios. Um dado extremamente importante se entendermos que após a formalização estarão sujeitos não só a pagar as taxas diárias para operarem como também contribuir pagando impostos que vão aumentar as receitas municipais. Receitas essas que poderão ser convertidas em infraestruturas económicas que vão das mais condições ao sector do comércio.

 

Pesca.

No domínio da pesca, as limitações são evidentes existindo, no entanto, alguns nichos de produto pesqueiro passíveis de identificação e exploração. A aquacultura, onde se conhecem algumas experiências embrionárias, carece ainda de confirmação da sua viabilidade.

No que concerne ao “Insight” da economia marítima Santa-catarinense é constatável que o mar assume-se como um dos ativos estratégicos, pois se bem desenvolvido, se bem planeado, se bem implementado, dará um contributo de grande importância para o desenvolvimento de Santa Catarina.

De acordo com a reportagem da RTC em maio de 2017 a Localidade da Ribeira da Barca, a pesca deixou de ser um meio confiável de sustentabilidade, pelo que apanha de areia representa um meio de subsistência para a população menos desfavorecida. Não obstante a existência de Unidade de Transformação de Pescados, a mesma não tem beneficiado os pescadores de Santiago Norte.

A limitada capacidade de agregação de valor, com particular ênfase no subsector da pesca artesanal, o reduzido envolvimento de produtores na comercialização dos seus produtos e deficiente organização e representatividade das estruturas associativas e os elevados custos operacionais de produção, são alguns dos constrangimentos enfrentados pelos profissionais ligados ao mar.

A limitada capacidade de agregação de valor, com particular ênfase no subsector da pesca artesanal, o reduzido envolvimento de produtores na comercialização dos seus produtos e deficiente organização e representatividade das estruturas associativas e os elevados custos operacionais de produção, são alguns dos constrangimentos enfrentados pelos profissionais ligados ao mar.

Precavendo obviamente para questões relacionadas com o financiamento do híper cluster Local, mormente na captação de investidores/financiadores não há cluster.

 

O Concelho de Santa Catarina é, em termos demográficos, económicos e agrários, um dos mais importantes do País.

 

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