São Felipe

 

Cultura 

Atrativos Materiais
 
Centro histórico da cidade de São Filipe
 
A cidade de S. Filipe, localiza-se a sudoeste da ilha do Fogo e faz parte integrante do município de S. Filipe. Esta urbe encontra-se numa arriba a 50-70 metros do nível médio das águas do mar, mais concretamente da Praia de Fonte Vila. 
A antiga vila de S. Filipe ganhou o estatuto de cidade em 1922, tendo-se afirmado como centro administrativo e histórico da ilha e mais tarde do município. Esta cidade é marcada por sobrados antigos, Largos, Praças e Pracetas, Igreja, Forte de Nha Carlota, Cemitério dos Brancos, Museu, Casa da Bandeira, Mercado Municipal, Fontanário Água Dinha, Cruz de Passo/Escupira e Bustos. São monumentos que pela sua arquitetura, história, memória, função atual e estado de conservação têm valência turística.
 
Sobrados 
São construções de dois pisos, com características arquitetónicas diversas, como beirais de telhado, pátio interno, varandas exteriores, ornamentados na parte interna com azulejos, edificadas entre a segunda metade do século XIX e início do século XX, que marcam a arquitetura e o poderio da época colonial. 
Dado o número de Sobrados existentes, a cidade de S. Filipe é vulgarmente chamada de “ cidade dos Sobrados”. São edifícios que pela sua arquitetura, estado de conservação e valor histórico despertam interesse e curiosidade dos visitantes, o que demonstra a sua valência turística. O traçado longitudinal das ruas facilita de certo modo, o acesso e a apreciação dos Sobrados, não obstante a ausência de sinalética. 
 
Largos, Praças e Pracetas
A cidade de S. Filipe possui várias Praças, Largos e Pracetas: Alto S. Pedro, Largo do Padrão, Largo de Cruz dos Passos, Praceta Sacramento Monteiro, Praça Presídio e Praça João Pais. A maioria é de perfil longitudinal, com pouca área verde, característicos das praças para receber esculturas ou para destacar edifícios com valor histórico. As Praças, os Largos e as Pracetas constituem espaços de lazer e recreio, realização de eventos, homenagem a personalidades ilustres e receção de bustos. 
No alto de S. Pedro encontra-se a Praça do mesmo nome onde se realiza a prova de habilidade, a “cavalhadas” ou seja, corrida de cavalo, no âmbito da comemoração da festa de Nhô S. Filipe. 
Também serve de espaço de lazer e cerimónia de entrega de troféus.
 
 
Largo e Praça Alto São Pedro
 
No Largo Presídio encontra-se a praça de Presídio, designada assim, por ter ali existido uma prisão, chama de Presídio. É nesta praça que se ergueu o busto de Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto, antigo Governador-Geral da colónia. Este espaço funciona como miradouro e local para a realização de eventos. Possui uma vista panorâmica para o mar onde se avista todo o canal que separa as ilhas do Fogo e da Brava e os ilhéus de Rombo. 
 
    
 
Largo, Praça Presídio
 
Ao lado da Praça Presídio, encontra-se a Praça “Meia Laranja” onde se ergueu o busto de Pedro Cardoso, um poeta de referência na literatura cabo-verdiana. Para além da sua função social, esta praça aliada à imagem de Pedro Cardoso, poderá constituir um sítio literário com potencial para o turismo cultural, na sua vertente literária.
 
 
Praceta “Meia Laranja”
 
A Praça do Presidente encontra-se localizada no centro da cidade, à frente do Edifício da Câmara Municipal de S. Filipe. Com características típicas das praças de transição, serve de anteparo entre o edifício da Câmara, movimento de pessoas e tráfico. Assim como as outras praças, possui áreas de descanso e jardim, constituindo um espaço de lazer. É um espaço de fácil acesso que se encontra em bom estado de conservação.
 
Praça Presidente
 
Igreja de Nhô  S. Filipe
É um património religioso situado no centro da cidade, com arquitetura colonial que data de finais do séc. XIX. Assim como os outros monumentos históricos da cidade, a igreja de Nhô S. Filipe, enquanto espaço de culto, pelo seu aspeto arquitetónico e simbolismo, associada à festa padroeira e à imagem Santuária deste município pode constituir um atrativo turístico. 
A festa de Bandeira que se comemora no dia 1 de maio antecedida de um conjunto de atividades ligadas à gastronomia, eventos desportivos como a cavalhada e a passeata pelas ruas da cidade atrai visitantes nacionais e internacionais.
 
 
Capela de N. S. Socorro
Localiza-se a este do município de S. Filipe, sobre a falésia Ponta de Nª Sª do  Socorro e a aproximadamente 10 quilómetros da cidade. Nesta capela festeja-se o Santo padroeiro dos viajantes e dos náufragos no dia 13 de outubro.  
Trata-se de uma Capela construída em meados do séc. XIX com vista panorâmica para o mar. Segundo informações recolhidas no local, a construção desta Capela está associada a uma lenda. 
Segundo informações, os fiéis católicos realizam anualmente peregrinações a este local, no dia em que se celebra a missa e procissão em honra da Santa padroeira, em que os fiéis aproveitam para cumprir a sua promessa à Santa. A sua localização, arquitetura e atividade religiosa, torna este local um sítio atrativo com valência para integrar roteiros associados ao turismo religioso. 
 
 
Fortim Carlota
É um património construído em homenagem à Rainha Carlota Joaquina, entre os finais do séc. XVII e início do Século XVIII, que se situa a sul da cidade de S. Filipe sobre uma falésia. Teve várias funções, entre as quais a defesa da cidade contra os inimigos. Mais tarde veio a funcionar como Posto Policial, hospital e cadeia civil. Este edifício apresenta-se em avançado estado de degradação, apesar de conservar alguns traços arquitetónicos com potencial turístico. 
 
 
Atractivos Naturais Imaterial

Festa de Banderona 
A festa das bandeiras é uma festa tradicional da ilha do Fogo onde se festejam as célebres cavalhadas de S. Sebastião, S. Filipe, S. João e S. Pedro. É uma festa em homenagem aos quatro santos que se comemora nos dias de São João Baptista (24 de Junho), São Pedro e São Paulo (29 de Junho), São Sebastião (20 de Janeiro) e São Filipe (1 de Maio). Trata-se de uma manifestação popular herdada da época colonial que reflecte a estrutura social da ilha do Fogo.
Para os foguenses, Bandeira é uma festa em homenagem a um santo de grande aceitação popular que tenha como símbolo uma bandeira e que resulta do contacto cultural entre o branco europeu e o negro africano. É uma festa onde o sagrado e o profano se misturam, embora seja uma festa religiosa por excelência.
A festa de “Banderona” em particular varia em função do Carnaval e se comemora na localidade de Campanas. Inicia-se no dia 31 de janeiro e termina na véspera do Carnaval. São praticamente 24 dias de convívio, com comidas, bebidas e rituais diversos. 
Trata-se de uma festa mista, com atividades religiosas, em honra de S. João Batista, e profanas em que se realizam eventos culturais. Do lado religioso reza-se a missa, com procissão em honra do Santo, e do profano faz-se matança de animais na casa do festeiro, acompanhado de rituais como o rufar dos tambores, Cânticos das coladeiras, entre outras.
Esta festa tem como figura principal, uma espécie de governador que é o responsável máximo da organização, popularmente conhecida por “cordidjeuru”. É uma festa que atrai não só pessoas de diferentes localidades da ilha, mas também, das outras ilhas, diáspora e estrangeiros. Muitos fiéis deslocam-se em peregrinação a Campana, a fim de pagarem promessa e fazer devoção a São João Batista. A festa de Bandeirona, pela sua natureza, tem potencial para o turismo cultural e religioso.
 
   
 
Festa de São Filipe
É uma festa da Cidade de S. Filipe que se comemora no dia 1º de Maio cuja escolha do comité organizativo da festa passou a ser da responsabilidade Câmara Municipal. Por ser uma festa muito próxima da esfera política, é comemorada com muita euforia. 
À semelhança das outras festas, as actividades começam três dias antes do dia do santo com o Pilão e foguetes na praça. O programa da festa é bastante diversificado, inicia-se com música e rufar dos tambores, percurso a cavalo pelas ruas da cidade, depois reza-se a missa na igreja, com procissão e no final, culmina com o grande almoço dos cavaleiros e demais convidados na casa do festeiro. Por fim, à noite realiza-se os bailes populares que encerram a festa.  
A festa de S. Filipe ganhou contorno de tal modo que hoje é considerada a festa por excelência da ilha do Fogo e com maior projecção. Esta festa tem contribuído fortemente para mobilizar e dinamizar o turismo interno. As actividades de lazer e animação, o movimento dos restaurantes, bares, pensões e hotéis marcam esta festa.
 
 
Cemitério dos Brancos
O Cemitério dos “Brancos”fica situado sobre uma falésia, a sudeste de S. Filipe. É de fácil acesso, e pode-se ali chegar a pé ou de carro a partir do centro histórico. Tem uma particularidade por ser um Cemitério onde se enterravam sobretudo, as pessoas pertencentes à elite urbana de S. Filipe, o que testemunha a estratificação da sociedade foguense na época. Funciona como uma sepultura memorial que simboliza o poderio dos “Brancos”. Este Cemitério encontra-se em bom estado de conservação devido ao último restauro efetuado pelas entidades públicas. Constitui um outro elemento patrimonial que integra o centro histórico e que pode ser aproveitado para o roteiro turístico cultural.
 
 
Museu Municipal
O Museu Municipal está instalado na cidade de S. Filipe, no antigo sobrado, pertencente à família Francisco Sacramento Monteiro. É um edifício que, pela sua arquitetura colonial, retrata as particularidades dos sobrados que caracterizam o centro histórico da cidade e encontra-se em bom estado de conservação. 
Este museu constitui um atrativo que permite aos visitantes conhecer e “reviver” o passado histórico da ilha e da cidade, devido aos espólios ali existentes e à sua estrutura funcional.
 
    
 
Casa da Memoria
À semelhança do Museu Municipal, a Casa da Memória é um edifício histórico que, também pela sua arquitetura e função atual (exposição permanente de mobiliários e outros objetos), constitui um atrativo turístico que convida os visitantes a conhecer e a “reviver” a história local. Ali se realizam conferências, projeção de documentários e filmes e funciona também como biblioteca. 
É um espaço de iniciativa privada que contém espólios de diferentes períodos da formação social da ilha.
 
    
 
Aguadinha
Situa-se no alto da cidade de S. Filipe e tem uma vista panorâmica para o mar, com aspeto de uma moradia. É um reservatório de água inaugurado em 1914, a partir do qual se fazia a distribuição de água para as diferentes localidades da cidade. Inicialmente recebia água de Chã das Caldeiras e mais tarde, da Praia Ladrão em virtude da escasssez de água nos anos 40, periodo do reinado do Governador de Cabo Verde, João de Figueiredo.
Trata-se de um edíficio que se encontra ainda em bom estado de conservação e está em harmonia com a paisagem urbana.
À volta deste edificio encontra-se um jardim, busto e um fitness park, servindo como um  espaço de lazer. É de fácil acesso e dada a sua localização, pode servir como um miradouro, dado que a partir dali pode avistar-se toda a cidade e a ilha Brava. 
 
 
Adega de Monte Barro
Encontra-se localizada a norte da cidade de S. Filipe, concretamente em Monte Barro. É de fácil acesso, por se situar na proximidade da estrada nacional que liga a cidade de S. Filipe e Chã das Caldeiras. 
Trata-se de uma empresa agrícola de produção e transformação de uvas em vinho. A produção é colocada tanto no mercado local como internacional. Neste local, o visitante pode apreciar o processo produtivo, visitar a adega, degustar o vinho e fazer a sua aquisição. Estas atividades constituem um “nicho” específico de turismo cultural, na sua vertente enoturismo.
 
   
    
 
Rua Pedonal Nha Aleluia
A Rua Pedonal situa-se no leito de uma ribeira a sudeste da cidade de S. Filipe. Nesta Ribeira foi feita obra de drenagem pluvial e ao mesmo tempo aproveitou-se a superfície impermeabilizada para a dotar de infraestruturas de acessibilidade e feiras. Nesta rua o visitante pode passear, contemplar paisagem e adquirir alguns “souvenirs”. É um espaço aprazível que se encontra em bom estado de conservação e que pode ser utilizado para eventos de cariz cultural.
 
    
 
 
 

 

No município de São Filipe fica situado o porto de Vale de Cavaleiros e o aeródromo de São Filipe, as principais portas de entrada da ilha do Fogo.

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