Clero em retiro no Seminário de São José

Em tempo de Quaresma, os religiosos da Diocese do Mindelo juntam-se em oração sob o signo da mensagem de Cristo enfatizada pelo Papa Francisco: uma Igreja com e ao serviço dos pobres e instrumento de libertação.

Esta segunda-feira, 17, religiosos da Diocese de Mindelo iniciaram um retiro que se prolonga até a próxima sexta-feira, 21, e tem por palco o Seminário de São José (na foto), na Ribeira Brava.

Momento de oração de reflexão sobre as tarefas da Igreja para o momento presente, no retiro anual participam 16 religiosos que representam as cinco ilhas habitadas da Diocese Sal, Boa Vista, São Nicolau, São Vicente, São Antão (Santa Luzia também está sob a sua jurisdição).

De Lisboa (Portugal) veio o Cónego Carlos Paes, encarregado da pregação, num retiro que será “um tempo forte de encontro com Deus” tendo presente a quadra da Quaresma, um momento muito marcante para os cristãos.

Paragem vivida na esperança

Momento de paragem para um “encontro profundo” com cada um e com Deus, a Quaresma encaminha os crentes para a Páscoa, refletindo sobre a circunstância do tempo presente e reencontrando-os com Deus, como destaca Ildo Fortes, o Bispo de Mindelo, na sua mensagem aos católicos da Diocese, citando as palavras do Papa Francisco: “Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus”.

É, pois, sob este espírito, que os religiosos se retiram no abraço envolvente das montanhas da ilha, reencontrando-se com a natureza mais profunda da mensagem de Cristo, como assinala D. Ildo: “Quaresma é tempo de reaprender a pobreza e a partilha. O Papa Francisco convida-nos insistentemente a cultivar a pobreza evangélica como um estilo próprio de ser Igreja”. Uma linha de rimo que a Igreja cabo-verdiana está empenhada em seguir.

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