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Cabo Verde traça desafios para conseguir indicadores dos ODM no sector da saúde

A ministra-adjunta e da Saúde garantiu hoje, na Cidade da Praia, que Cabo Verde está a fazer tudo no sector da saúde para atingir os indicadores solicitados para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Em entrevista à Inforpress por ocasião do Dia Mundial da Saúde, que se celebra hoje, Cristina Fontes Lima lembrou que o arquipélago conseguiu entrar na lista dos Países de Rendimento Médio (PRM) à custa dos indicadores de saúde no que se refere à mortalidade infantil, taxa de vacinação entre outros.

De acordo com a ministra, actualmente Cabo Verde é “muito mais projectável” em termos de indicadores no que respeita a vacinação, isso após a campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a rubéola.

“Nesta campanha, segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE), solicitado pelo Ministério da Saúde, atingimos uma percentagem à volta de 98.9%. Isso mostra que conseguimos uma imunização muito grande no que respeita ao sarampo e rubéola”, disse, anotando ser esta mais uma contribuição para atingir os ODM.

Ainda segundo a governante, a nível dos ODM, o país está a controlar o paludismo e projectou desafios em relação ao VIH/Sida e tuberculose.

Em relação ao Sida, realçou Cristina Fontes Lima, temos controlo sobre a transmissão vertical, ou seja mãe/filho, enquanto no que toca a tuberculose apelamos as pessoas a não abandonarem o tratamento indicado.

No caso particular da Sida e dos objectivos que o país pretende alcançar, a ministra chamou atenção para o aumento de casos, justificando esse aumento com o facto de se estar a fazer mais testes hoje em dia.

Por este motivo, a ministra da Saúde apelou à necessidade dos cabo-verdianos dotaram comportamentos diferentes no que respeita a relação sexual, visto que 98% dos casos, segundo disse, são adquiridos por esta via.

No que respeita à mortalidade infantil e materna, salientou que o país quer fazer melhor para poder diminuir a taxa actual, daí a batalha que está sendo apoiada pelos parceiros internacionais com técnicos e equipamentos necessários.

“Dados actuais indicam que estamos nos patamares de mortalidade infantil de 22 por mil, e mortalidade menores de cinco anos de 26 por mil. Queremos atingir os 14/1000 e 19/1000 respectivamente”, assegurou Cristina Fontes Lima.

Quanto à mortalidade materna, revelou, atingimos já em 2012 o nosso objectivo, e esperamos poder continuar a garantir esse desiderato.

De acordo com a ministra, além da ambição de atingir os ODM, o sector da saúde tem também em desafio, os objectivos de diferenciar e diversificar as respostas a nível secundário.

Para isso, informou, está-se a formar os técnicos fora do país, enquanto o Hospital da Praia já responde com um neurocirurgião.

Segundo a governante, o grande desafio até 2016 é reforçar a atenção primeira, promover a saúde e apoiar as actividades que vão no sentido de haver mais saúde e melhores respostas. Fonte: A Nação

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