ATIVISTAS LOCAIS CAPACITADOS EM MATÉRIA DE BOAS PRÁTICAS URBANÍSTICAS E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

 

 

A União Europeia, em parceria com a Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV), está a capacitar activistas locais em matéria de boas práticas urbanísticas e ordenamento do território.

 

A formação iniciou-se hoje, dia 04 de Maio, na Cidade da Praia com a participação da Associação Desportiva do Paiol, um bairro que se situa entre duas ribeiras, onde as construções clandestinas são uma realidade que ameaçam vidas humanas, sobretudo na época das chuvas.

Em declarações à Inforpress, a coordenadora do projecto “Construindo cidades seguras e sustentáveis: um desafio às autoridades locais com envolvimento de todos e de cada um”, disse que a iniciativa visa “reforçar o conhecimento” das populações e sensibilizá-las sobre as construções clandestinas.

Segundo Susana Alfama, este projecto de formação abrange os 22 municípios do país e começou pelos autarcas, com “formações mais técnicas sobre o conceito do ordenamento do território e a construção em zonas de riscos”.

“As associações comunitárias de base, depois de os seus agentes serem formados, vão começar com as campanhas de sensibilização no terreno”, precisou Susana Alfama, acrescentando que a formação que se iniciou hoje com cerca de 15 elementos tem a duração de uma semana.

Para a realização de campanhas junto às populações, diz a coordenadora do projecto, os activistas são apoiados com materiais de sensibilização e alguma logística para o efeito.

A campanha de sensibilização sobre a problemática dos assentos informais está também nas escolas do Ensino Básico Integrado (EBI).

Instada por que razão a formação não se iniciou pelas associações dos bairros mais problemáticos em matéria de construções clandestinas, a coordenadora do projecto explicou que é a vontade das associações que ditam a prioridade para os seus formandos.

“Não decidimos começar por uma zona mais ou menos problemática. Iniciámos de acordo com a vontade manifestada pelas associações em colaborar com a ANMCV”, esclareceu, lamentando que muitas organizações, depois de contactadas e terem aceite participar, “acabaram por desistir porque não querem fazer a parte do voluntariado”.

Por sua vez, Manuel Carvalho, presidente da Associação de Desportiva do Paiol, afirmou à Inforpress que depois da formação vão tentar consciencializar as pessoas sobre as boas práticas em matérias de “boas práticas urbanísticas”, assim como os riscos que acarretam as construções clandestinas.

Depois da Praia, será a vez da ilha de São Nicolau receber este tipo de formação e Susana Alfama não esconde a sua satisfação pelo facto de se ter registado uma “grande adesão” da parte das associações comunitárias, que se mostraram “muito abertas” em colaborar com a ANMCV neste tipo de trabalho, embora o problema das construções clandestinas nessa região não se coloque com muita acuidade.

 

FONTE: SAPONOTÍCIAS

 

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