5ª EDIÇÃO DO FESTIGUITARRA ARRANCA ESTE SÁBADO. CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CATARINA DE SANTIAGO GABINETE DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM.

Prezado/a Jornalista

A 5ª Edição do FestiGuitarra – o grande festival de guitarra da ilha de Santiago – sobe ao palco no próximo sábado, 10, na Rua Pedonal de Assomada (em frente à Residência Oficial. O evento está agendado para as 20h00.

Produzido pela Elodie – Produtora e Editora, o festival conta com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Santa Catarina, que é parceira da organização do evento desde há cinco anos.

Um naipe de músicos de excelência marca a 5ª Edição do FestiGuitarra, uma parceria entre a Câmara Municipal de Santa Catarina e Jó di Bango, que criou em 2013 o festival, como forma de promover este instrumento e a música tradicional.

O evento integra-se na estratégia cultural da equipa camarária de organizar e trazer para Assomada e Santa Catarina eventos culturais de grande qualidade. E o nome e o curriculum dos participantes do FestiGuitarra falam por si e são motivo maior para os santacatarinenses passarem uma noite única embalados nas sonoridades da música caboverdiana.

É um privilégio receber os músicos Adilson Rodrigues (São Nicolau, Zé Duarte (Brava), Luís Rocha (Sal), Pedro Magala (Boavista), Arlindo dos Santos (Santiago) e Jo di Bango (Santiago).

 

Uma trajetória de sucesso

O festival tem trazido, nas quatro edições anteriores, uma oferta cultural diversificada para a Cidade de Assomada e tem proporcionado ao público uma oferta diferenciada e de qualidade.

Os promotores deste evento têm contado com apoio financeiro de instituições e empresas para fazerem face às exigências de produção, tendo em conta que o festival, em virtude da qualidade organizativa, tem ganho uma dimensão cada vez mais sofisticada, contribuindo para despertar o interesse de vários artistas nacionais e internacionais.

Este festival tem vindo a agregar vários elementos de cariz educativo, como workshops, palestras e shows, envolvendo crianças e escolas, entre outros encontros como forma de promover a reflexão e o intercâmbio de conhecimentos musicais e artísticos.

São cinco anos a trabalhar arduamente para que o FestiGuitarra esteja no topo dos festivais do interior de Santiago. O objetivo é mantê-lo neste nível, como outros grandes eventos musicais do país e, ainda, dar um contributo relevante para o enriquecimento da cultura musical e artística em Santa Catarina.

Produzido pelo músico Jo di Bango - e agora transferido para a Produtora Elodie e demais parceiros -, FestiGuitarra, vem sendo o único festival alternativo de música instrumental do interior de Santiago.

Após um intenso esforço, o evento ganhou maior dimensão e colocou, mais uma vez, a Cidade de Assomada na rota das cidades que promovem a música instrumental e os artistas e produtores de música desta área, abrindo espaço para o intercâmbio de artistas de Cabo Verde.

A partir de 2015, a organização criou uma programação apostando fortemente na componente formativa, com a inclusão de workshops de música, palestras e encontros. E a grande novidade é a de que, a partir de Janeiro de 2019, o FestiGuitarra vai passar a funcionar em rede, envolvendo todos os municípios de Santiago Norte.

À semelhança das quatro edições anteriores, o festival vem contando com artistas locais e nacionais sendo considerado um marco muito importante para a cidade, integrando vários estilos e múltiplas linguagens, que em pouco tempo, uniu a comunidade de músicos locais e nacionais.

Na sua 5ª edição, o FestiGuitarra pretende incorporar nova organização, crescendo e melhorando junto da cidade que tem vindo, também, a crescer e expandir-se, por forma a dar mais vida cultural a Assomada e Santa Catarina.

 

Um naipe de ouro

Adilson do Rosário Lopes Rodrigues, mais conhecido por Didi, é natural da localidade de Fajã, em São Nicolau.

Adilson descobriu a vocação pela música muito cedo. Demonstra muita habilidade em tocar instrumentos musicais, é guitarrista, vocalista e, também, compositor, tendo várias participações em grandes eventos, como o Festival de Praia d’Tedja, Festival da Morna e no Atlantic Music Expo (AME). Na sua terra natal, faz atuações em bares e restaurantes.

João José da Lomba Duarte nasceu a 9 de dezembro de 1983 na cidade de Nova Sintra, Brava. Formado em Master Class com mestres internacionais no âmbito do festival 7 Sois 7 Luas, João Duarte é um exímio tocador de guitarra.

Em 2011, participou no Festival de São João acompanhado pela banda musical “Nos Manera”, na ilha Brava.

Em 2013, o guitarrista participou no concurso Prémio Revelação do Festival 7 Sóis 7 Luas, na ilha do Fogo.

Em 2015 Duarte participou na gala do prémio nacional de Arquitetura, na terra de Eugénio Tavares.

2017 e 2018 ficou marcado por um tour na Europa com a banda musical “Brava Sete Luas Band”, onde é guitarrista, tendo passado por Portugal, Espanha, Itália, Eslovénia, Croácia e França.

Tem no seu currículo a participação em shows, juntamente com grandes nomes da música caboverdiana, como Maria de Barros, Zé Rui de Pina, Assol Garcia, Michel Montrond, Ju Sanção, Mariana Ramos,  Vuca Pinheiro, Dani Lobo, Kaká Barbosa, Antero Simas, Tito Paris, Jack da Rosa, Manuel de Cantinho, Du Martha, Arlindo Rodrigues e Djosinha, entre outros.

Luís Manuel da Rocha Silva, 57 anos, encontrou a música em casa. O avô tocava violino e o pai guitarra. Fez os primeiros acordes na guitarrista com 11 anos e, aos 16, começa a tocar em grupos musicais, nomeadamente: Lacatraz, Fontana, Djarama (militar), ASA banda e vários coletivos.

Luís Silva já participou, em Cabo Verde, nos festivais de Santa Maria, Gamboa, e Baía das Gatas. Fora do país, participou no Festival de Sumé, em Angola e na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

Participou na gravação do CD ‘Dedo D’Alma, do guitarrista português Silvestre Fonseca. Luís Silva se define como um autodidata e estudou violino, guitarrista clássica e tradicional.

Arlindo José dos Santos, de 52 anos de idade, é natural da Ribeira da Cruz, cidade de Porto Novo, Santo Antão. Mas é na ilha da Boavista que Arló, como é conhecido, viveu quase cerca de vinte anos.

Desde pequeno viveu rodeado de músicos, como o pai, irmãos e tios, o que fez de Arló um expert em violão, cavaquinho e guitarra.

Na ilha de Boavista, Arlindo Santos animava as noites de tocatina em bares e restaurantes, antes de rumar as malas para a ilha de Santiago, Assomada, onde fixou a residência até então.

Na cidade do planalto, Arlindo dos Santos pertenceu ao grupo Racodja, que dividia o palco com grandes músicos como Orlando Pantera, ATA Djuda e o guineense Cabendo, entre outros. Já tocou também com o músico Tchota Soares e alguns elementos do grupo África Rainbow.

Fez várias atuações, inclusive o grupo tinha em agenda uma deslocação para atuação na Alemanha, o que não chegou a acontecer devido ao desaparecimento físico do de Orlando Pantera.

Todo Mundo Canta, em Assomada, como no Festival Baía das Gatas, na Gamboa, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, são alguns dos espaços em que Arlindo dos Santos,  somando, já, quase 40 anos de carreira musical.

Pedro (Magala) Assunção Rocha nasceu a 21 de Novembro de 1935, na localidade de João Galego, ilha da Boavista. Desde pequeno que Pedro Magala despertou o gosto pela música, especificamente o violão, tanto que tocou os primeiros acordes improvisando com uma corda e um pedaço de madeira.

Acostumado a dividir os palcos com os grandes da música crioula, Magala transformou-se numa presença indispensável nos festivais de morna que se realizam na Boavista. Sua mestria lhe valeu o convite para participar na gravação, em Paris, de um dos mais famosos discos de Ildo Lobo, “Nós Morna”.

Aos 83 anos, Pedro Magala é reformado da profissão de agente sanitário, mas ainda tem a música bem afinada na ponta dos dedos.

Paulo Jorge Bango Monteiro, 33 anos, é músico, professor e Coordenador da Casa da Música na Universidade de Cabo Verde (Uni-Cv). Jo Di Bango, como é conhecido, é natural da ilha Brava, localidade de Cruz Grande, mas reside em Assomada, no interior de Santiago.

Aos treze anos de idade ganhou o seu primeiro violão das mãos do Padre Tetecha. O seu amigo Tchitchico colocou-lhe as cordas e lhe ensinou a tocar os primeiros acordes.

Por volta dos quinze anos, juntamente com cinco adolescentes, formou a banda musical Renascer, onde tocava guitarra.

Aos 19 anos concorreu a uma bolsa de estudos para uma formação em Construção Civil em São Vivente, mas mesmo assim continuou a tocar com os amigos nas noites  mindelense - uma forma também de complementar a bolsa.

Após a formação académica, durante dois anos limitou-se apenas a trabalhar ligado à sua área de formação e a dar aulas.

Mais tarde, começou sozinho a estudar música em casa como autodidata. Como a paixão falou mais alto, Di Bango dedicou-se a fazer trabalho de investigação, ouvindo gravações. Baixava vídeos, áudios, recolhia matérias já gravados para fazer análise e poder transcrever o mais fiel possível.

Desse trabalho de pesquisa, resultou o livro “Cadernos de Mornas de Eugénio Tavares”, em Outubro de 2016. Um livro que foi muito bem acolhido, tanto que o músico tem agendado para Dezembro de 2018 o lançamento da segunda edição.

Di Bango é autor do projeto FestiGuitarra, que vai na sua 5 ª edição. Em paralelo ao festival, já participou em noites de guitarra no Sal, Brava e Boavista. Tem recebido convites para atuação em festivais internacionais, mas, por incompatibilidades de agenda, acabou adiando.

Com as melhores saudações,

António Alte Pinho
Coordenador do Gabinete de Comunicação e Imagem
Câmara Municipal de Santa Catarina

 
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